Rito encarnado: a cirurgia bariátrica enquanto possibilidade de travessia simbólica

Autores

  • POLLYANA SOBENKO MARTINS Fae
  • Maria do Desterro de Figueiredo

Resumo

Este artigo investiga a cirurgia bariátrica como possibilidade de rito encarnado de transformação, articulando a Psicologia Analítica, a simbologia alquímica e a carta da metamorfose do Oráculo da Mulher Selvagem. O objetivo é compreender a cirurgia não apenas como intervenção biomédica, mas como travessia simbólica capaz de operar morte e renascimento. Por meio de uma abordagem qualitativa, teórico-interpretativa e hermenêutica, busca-se analisar a experiência da bariátrica à luz de imagens arquetípicas, metáforas mitológicas e complexos culturais contemporâneos. Argumenta-se que, ao atravessar o corpo como território simbólico, a cirurgia mobiliza processos psíquicos profundos que podem favorecer o caminho da individuação. Contudo, quando orientada apenas por pressões estéticas ou demandas sociais de adequação, corre o risco de tornar-se ritual falho, aprisionando o sujeito em novas formas de sofrimento. O artigo propõe, assim, uma leitura integrativa da bariátrica como fenômeno clínico, social e simbólico, evidenciando a ambiguidade entre a promessa de renascimento e a ameaça do vazio.

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Publicado

2026-03-04

Como Citar

MARTINS, P. S. ., & de Figueiredo, M. do D. (2026). Rito encarnado: a cirurgia bariátrica enquanto possibilidade de travessia simbólica. Revista PsicoFAE: Pluralidades Em Saúde Mental, 15(1). Recuperado de https://psico.fae.emnuvens.com.br/psico/article/view/602