A potência do grupo terapêutico para adolescentes e o papel do terapeuta junguiano
Palavras-chave:
adolescência, psicoterapia de grupo, psicologia analítica, transferência psicoterapêuticaResumo
O presente artigo tem por objetivo abordar a prática da psicoterapia de grupo analítica com adolescentes, em que o grupo terapêutico é compreendido a partir do conceito de campo interativo, de Nathan Schwartz-Salant, espaço que possibilita que o surgimento de forma criativa e segura de imagens contraditórias, processos de identificação e separação, ritos de passagem e imagens de morte comuns à adolescência, sejam expressos de forma simbólica e sejam reintegrados e ressignificados. O terapeuta junguiano tem papel fundamental nesse processo, e é pensado a partir do arquétipo do médico ferido, como quem está em constante transformação, com uma postura dialética, ativa e participativa no grupo, favorecendo o vínculo e a construção desse campo interativo. Por fim, o artigo contará com sugestões de práticas e recursos a serem utilizados na psicoterapia grupal junguiana com adolescentes, como argila, Sandplay, música, entre outros, bem como sugestões práticas sobre o enquadre e configurações grupais possíveis. Como conclusões, aponta-se a necessidade de publicações sobre grupos terapêuticos na psicologia analítica, reforça-se a potência do trabalho com adolescentes, bem como a força da psicologia analítica e da postura do terapeuta junguiano num processo psicoterapêutico grupal, incluindo a valia do uso de recursos expressivos, os quais favorecem o vínculo, a transformação e a individuação.
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